Christopher Bochmann (1950)

CHRISTOPHER BOCHMANN (n. 1950) formou-se em composição pela Universidade de Oxford, como aluno de David Lumsden, Kenneth Leighton e Robert Sherlaw Johnson. Em 1999, obteve o grau de D. Mus. (doutoramento em composição) pela mesma Universidade. Estudou também com Nadia Boulanger em Paris e com Richard Rodney Bennett em Londres.
Leccionou em várias escolas na Inglaterra, entre as quais Cranborne Chase School e Yehudi Menuhin School. Passou dois anos no Brasil como professor da Escola de Música de Brasília entre 1978 e 1980. Desde então trabalha em Portugal. Leccionou em várias escolas na área de Lisboa nomeadamente no Instituto Gregoriano de Lisboa e no Conservatório Nacional. De 1984 a 2006 foi professor da Escola Superior de Música de Lisboa da qual foi Diretor durante seis anos (1995-2001) e onde também coordenou o curso de Composição de 1990 a 2006. Em 2006 mudou para a Universidade de Évora, onde foi Diretor do Departamento de Música de 2007 a 2013 e Diretor da Escola de Artes entre 2009 e 2017 e de onde se aposentou-se em 2020 como Professor Catedrático.
É maestro titular da Orquestra Sinfónica Juvenil desde 1984 com a qual deu concertos em todo o país e com a qual também gravou vários CDs. Também dirige com frequência o Grupo de Música Contemporânea de Lisboa tendo dado muitas estreias e gravado várias obras portuguesas em CD.
Em 2004 foi-lhe atribuído uma Medalha de Mérito Cultural do Ministério da Cultura. E em 2005 foi agraciado pela rainha Isabel II com a condecoração O.B.E. (Officer of the Order of the British Empire). Em 2019 foi eleito Académico Correspondente (membro associado) da Academia Nacional de Belas Artes, Portugal.
As suas composições abrangem quase todos os géneros musicais, da música para solistas à música orquestral, da música de câmara à ópera, para além de inúmeras orquestrações e arranjos. O seu estilo musical passou por uma fase de considerável complexidade, e já utilizou muitos processos aleatórios. Mais recentemente, a sua música tem se tornado algo mais simples, seguindo assim certas tendências do pós-modernismo sem contudo recorrer ao neo-tonalismo. Toda a sua música revela uma preocupação com a relatividade com que ouvimos e apreciamos o som, numa tentativa de aproximar os processos composicionais e as técnicas estruturantes da música cada vez mais a critérios intrinsecamente musicais e sonoras.

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