Fernando Lopes-Graça (1906-1994)

Lopes-Graça (n. 1906; f. 1994) é uma figura incontornável da cultura portuguesa do século XX, em cuja obra se conciliam a criação musical, a pedagogia, a crítica e a musicologia e, ainda, a intervenção cívica.
A sua figura pública é aliás inseparável da sua destacada participação nos debates que preocuparam os intelectuais da sua época em Portugal.
Mas, sobretudo, legou para a posteridade uma impressionante obra musical que se estende de 1927 até ao ano do seu falecimento. Contrariando as tendências musicais mais conservadoras no Portugal de então, Lopes-Graça enveredou pelo difícil caminho da modernidade através da renovação da linguagem musical.
Contudo, a sua íntima aspiração de, nas suas palavras, “vincar em formas musicais o que a alma humana tem de profundo e eterno” levou-o desde muito cedo a tomar seriamente em consideração as implicações éticas e políticas das suas decisões criativas.
É por isso que a sua aproximação à composição está investida de uma seriedade que assenta, tanto na exploração de novas vias de expressão musical, como no desenvolvimento do legado deixado pela tradição erudita e pela tradição popular.
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Concertino Pastorale for Clarinet and Small Orchestra (1983)
Variações sobre uma Cantiga Alentejana
Fantasia Campestre, Op.85 para Quinteto de Metais
…para uma voz sem acompanhamento
La Passeggiata di Dedalo
Trilogia das Barcas de Gil Vicente
Compositores Portugueses - Repertório para Pianistas Volume IV