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PRÓLOGO
A maior parte dos professores de piano do ensino básico e secundário prefere ensinar um aluno desde a primeira lição, a herdar estudantes com preparação deficiente. Anos de pobre ensino e maus hábitos de execução, obrigam o docente a assumir um papel de fisioterapeuta e a elaborar um programa de reeducação. Esta situação pode ser evitada, proporcionando ao principiante uma abordagem concentrada numa boa postura e preparação física, que permita enfrentar os desafios de equilíbrio e resistência inerentes à execução pianística.
INTRODUÇÃO
Longe de mim a pretensão de escrever um tratado sobre “como tocar piano”. Esse assunto já foi largamente desenvolvido por intérpretes e pedagogos de renome em inúmeros volumes do maior interesse. No entanto, parece-me fazer falta um guião resumido e simplificado escrito em português, que possa apoiar o trabalho didáctico dos professores de piano, pondo à disposição dos alunos e encarregados de educação os fundamentos básicos da abordagem pianística. O acompanhamento dos encarregados de educação no estudo diário dos alunos mais pequenos é, senão fundamental, pelo menos muito desejável. Como a maioria dos pais não tem formação pianística para poder seguir e apoiar esse estudo, muitos professores optam por convidá-los a assistir às primeiras aulas. Não seria também um suporte escrito de grande ajuda?
O primeiro contacto passa, obviamente, por uma apresentação do instrumento, fornecendo explicações básicas sobre o seu funcionamento, como adquiri-lo e mantê-lo em boas condições. A seguir debruçar-nos-emos no segundo interveniente desta aventura: o pianista. Tomar consciência do seu corpo e prepará-lo para tirar o melhor partido musical do instrumento. Desenvolver uma atitude psicológica que favoreça a aprendizagem específica do piano, mantendo sempre a expressão dos conceitos musicais em primeiro plano. Desfrutar, então, o conhecimento adquirido no primeiro “verdadeiro” repertório.
N. B. Sendo a minha pesquisa restrita a uma primeira abordagem, os aspectos referidos não são tratados exaustivamente, mas as referências bibliográficas deverão ajudar os eventuais interessados a aprofundar qualquer assunto.
Manuela Costa
O significativo nível científico patente na obra “Fundamentos da Abordagem Pianística” foi valorizado e elogiado por diversas personalidades. Distingue-se o parecer da Professora e Pianista Tânia Achot:
“Manuela Costa apresentou-me um trabalho “Fundamentos da Abordagem Pianística” feito inteiramente por ela e baseado na sua experiência pedagógica. Estou mais do que convencida, que foi praticamente tudo exposto com a lógica do método e com a realização pianística. Aconselho vivamente a todos os alunos de piano, de reflectirem, de pensarem e de se adaptarem ao Método Pedagógico que acabei de ler.
O Método é um dos mais completos que conheço e só pode dar resultados positivos. Podemos acrescentar, na minha opinião, que é mais um método pedagógico para tentar chegar a um aperfeiçoamento de grande eficácia.”
Tânia Achot

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