| Música Renascentista portuguesa para Viola de Mão / Portuguese Renaissance Music for Vihuela
Label: Arte das Musas
A música de vihuela – viola de mão, em Portugal – que chegou até nós, é um legado inestimável da música ocidental. No século XVI, num curto período de quatro décadas, sete vihuelistas espanhóis compuseram música de uma qualidade e delicadeza superlativa, em pé de igualdade com a obra para alaúde de John Dowland (1563-1626) e “Il Divino” Francesco da Milano (1497-1543). A par do alaúde – provavelmente o instrumento mais difundido na Europa no século XVI – a vihuela dominou o contexto musical na Península Ibérica no mesmo período. Apesar da forma os diferenciar, a afinação e técnica de execução é em tudo semelhante, possibilitando a execução do mesmo repertório em ambos os instrumentos. Em Portugal, a presença da viola de mão está sobejamente comprovada, seja na iconografia ou nas fontes literárias do século XVI. Infelizmente – ao contrário de Espanha – se existiu, não sobreviveu música escrita para este instrumento pela mão de compositores portugueses. Foi precisamente este o mote que me conduziu a este projecto “Sospiro”. Tomando como ponto de partida a prática renascentista de transcrição de música vocal para vihuela – presente em abundância nos livros de vihuela espanhóis e documentada em várias fontes escritas ibéricas – iniciei um processo de transcrição e arranjo de repertório renascentista português. Da música sacra à secular, dos maiores compositores portugueses à música anónima presente nos amplamente difundidos cancioneiros portugueses, provêm as 16 obras aqui presentes. Mais do que dotar o instrumento – vihuela (viola de mão), alaúde ou guitarra – de repertório português renascentista, “Sospiro” pretende recriar uma prática com mais de 500 anos, sob o olhar dos nossos dias. (texto curto) Música Renascentista Portuguesa transcrita para Viola de Mão
01 Venid a sospirar – anónimo 02 Ja dei fim a meus cuidados – anónimo 03 Crucifixus etiam pro nobis – Pedro de Cristo (c1550-1618) 04 Minina dos olhos verdes – anónimo 05 Et misericordia eius – Manuel Cardoso (1566-1650) 06 Sicut erat in principio – Pedro do Porto (1489-1524) 07 Señora, aunque no os miro – anónimo 08 Que he o que vejo – anónimo 09 In memoria aeterna – Duarte Lobo (c1565-1646) 10 Na fonte está Lianor – anónimo 11 Benedictus – Filipe de Magalhães ((c1563-1652) 12 Não tragais borzeguis pretos – anónimo 13 In die tribulationes – Damião de Góis (1502-1574) 14 Se do mal que me quereis – anónimo 15 Alleluia – Vasco Pires (1481-1509) 16 Terra donde me criei – anónimo |
Tiago Matias (Vihuela)









