Esta obra foi concebida com um duplo propósito: pedagógico (destinada a crianças ou alunos de piano em formação) e musical/estético. Na investigação disponível encontra-se que a abordagem teórica visou criar “bases sólidas para a abordagem pedagógica e estética” desta obra.
A obra integra-se numa linha de obras para piano solo de Lopes-Graça que conciliam didática, música portuguesa, e linguagem moderna — ou seja: não é música puramente “elementar” no sentido técnico simplificado, mas adapta-se à pedagogia pianística com sensibilidade artística.
Por conter tantas pequenas peças de diferentes níveis e cariz (“estudo”, “melodia”, “brincadeira”), torna-se uma excelente fonte para professores de piano que queiram introduzir repertório português contemporâneo em contexto de ensino.
Também serve para concertos ou recitais de alunos — permite interpretar peças com carácter, sem se exigir o virtuosismo técnico das grandes sonatas.
Dada a temática das “crianças”, há um apelo à musicalidade, à expressividade e à descoberta, mais do que à exibição técnica.
A inclusão de melodias regionais ou com evocação popular (ex: “Canção Alentejana”) ajuda a ligar o ensino ao património musical português — algo coerente com a estética de Lopes-Graça, que valorizava música portuguesa tradicional e contemporânea.
1. Estudo n.º 1
2. Melodia acompanhada n.º 1
3. Estudo n.º 2
4. Melodia acompanhada n.º 2
5. Melodia acompanhada n.º 3
6. Estudo n.º 3
7. Um bocadinho triste
8. Simples canção
9. Estudo nº4
10. Recordação
11. Estudo nº5
12. Canção da Serra da Estrela
13. Estudo nº6
14. Cânone a duas vozes
15. Melodia acompanhada nº4
16. Canção alentejana
17. Brincadeira
18. Baixo obstinado
19. Canto dos batedores de água
20. Jogo das terceiras
21. Rosa, a pastorinha
22. O branco e o preto
23. Divagação
24. Pequena música chinesa
25. Canção beirã
26. Pentatonia
27. Calidoscópio
28. Tocata









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